E o que acontece em um ano?
Bem, muitas mudanças aconteceram nesse tempo que fiquei fora daqui. E cada mudança real vem acompanhada de atitudes. Muitos questionamentos me fizeram buscar respostas e provocaram muita reflexão em mim nesses últimos meses. Entendi por exemplo, que é importante estarmos passando por mudanças, porque isso é o sinal da nossa evolução. Quando não estamos passando por mudanças que nos impele para nosso propósito de vida, é um sinal que não entendemos algo que nos fora oferecido pela vida.
O karma fala disso, uma vivência proposta pelo universo para que nós possamos evoluir. A lei da evolução é real. Cada um de nós estamos em um caminho de transformação e cabe apenas a nós mesmos assumir cada desafio e tentar transpô-lo. Desde nosso nascimento passamos por períodos de tomada de consciência, de busca por liberdade, e de busca por felicidade. Essa é a nossa dura vida na terra. Isso acontece porque somos ainda imperfeitos apesar de sermos parte de uma perfeição. Somos tortos porém parte de um projeto reto e perfeito. A única maneira de entrarmos em harmonia com esse propósito de perfeição, é buscarmos um caminho de luz dentro de nós mesmos. A partir daí, nosso maior desafio se torna conhecermos a nós mesmos e desenvolver nossa personalidade para que ela seja cada vez mais próxima do nosso EU que é perfeito por natureza divina. Nós temos dentro de nós mesmos toda a luz e perfeição que precisamos para sermos plenos. Isso nos coloca diante de um grande desafio: desconectarmos do mundo material e liberar o fluxo para que o EU possa nos libertar da inconsciência. Trilhando esse caminho, podemos entender por que sofremos ou por que existem tantas coisas ruins acontecendo conosco e em todo o mundo. Nós somos como centelhas divinas que podem estar ou não brilhando. A tendência do EU é dinâmica e tem força evolutiva enquanto a nossa identificação com a matéria é inerte e nos paralisa. Quando entendemos isso, percebemos que a dor e o sofrimento tem uma grande utilidade, uma vez que tira o ser humano da apatia e o induz a concentrar-se, a refletir e a interiorizar-se perguntando o porquê das coisas ruins que acontecem. Só a dor nos ensina o desapego, o sacrifício e nos induz ao caminho para a verdadeira felicidade e para a verdadeira liberdade. Esse caminho é árido e na maioria das vezes, solitário. Porém, precisamos ter a revelação da grande realidade luminosa que existe por trás de toda essa dificuldade. Em um momento de sofrimento, de provação, devemos nos perguntar; por que sofro? Como sofro? O que essa dor quer me ensinar? Acredito que não exista uma maneira de libertarmos do sofrimento a não ser trilhando esse longo e árduo caminho. Assim, aprendemos a "colocar a dor no seu lugar". Não existe liberdade não condicionada assim como não existe felicidade plena. Tudo isso são estados de consciência.
O universo é perfeito e nós somos parte dele. Tudo acontece em perfeita harmonia no universo, basta observarmos a natureza ou os astros no céu. Isso me leva a acreditar que o sofrimento é um momento de não compreensão, um momento de ignorância do ser humano. Alguma coisa está sendo dita pelo universo através dessa dor. Alguma mudança se faz necessária para evoluirmos. Vejo a dor como um sintoma ou sinal de alarme que nos avisa que algo deve ser modificado para crescermos. Tagore diz que ..."quanto mais fundo te escavar a dor, tanto mais alegria poderás conter. Acaso a madeira do alaúde que acaricia teu espírito não foi escavada pela faca?"
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