duas pessoas cansandas
mentes em conflito
de repente pequenos erros
tornaram-se enormes
e o que era bom quase deixou de existir
eles se olhavam e não viam além dos erros
das perdas pessoais
abdicaram da simplicidade do amor
prefiriram o caminho do descontrole
uma porta bate
um carro sai em alta velocidade
lágrimas, raiva, palavras agressivas
mentes complicadas
questiomentos sem respostas
duas vidas brigam consigo mesmas
ela já não sabia o que dizer
silenciava-se em lágrimas
ele, triste, dizia como parecia um sonho
a compreensão de tudo que acontecia ali
quem vai cobrir essa multidão de erros?
terça-feira, 30 de junho de 2009
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Pedro II
onde está a glória de tudo isso?
será no final?
será depois dos 18 anos? Sou muito jovem para compreender
será isso tudo um plano de redenção de um ser superior?
ou estaria mesmo o mundo na mão desses cegos?
os artistas se tornaram inúteis?
que glória há em tudo que se vê diariamente?
não posso condizer com uma vida sem glórias
quero mais do que isso
quero bandeiras
quero bandas
quero hinos
quero glórias
quero vozes cantando
uma canção de fortalecimento
quero Deus entre os homens
quero homens honrados
será no final?
será depois dos 18 anos? Sou muito jovem para compreender
será isso tudo um plano de redenção de um ser superior?
ou estaria mesmo o mundo na mão desses cegos?
os artistas se tornaram inúteis?
que glória há em tudo que se vê diariamente?
não posso condizer com uma vida sem glórias
quero mais do que isso
quero bandeiras
quero bandas
quero hinos
quero glórias
quero vozes cantando
uma canção de fortalecimento
quero Deus entre os homens
quero homens honrados
uns dias
e nunca mais seremos os mesmos
um desastre
uns dias
noites frias pós manhãs quentes
nunca mais seremos os mesmos
apenas somamos novos conhecimentos
adicionamos pessoas
excluímos aos poucos o que pouco importa
e nos tornamos diferentes
aceitamos condições
damos um basta no que nos oprimia
erramos e nos tornamos mais perfeitos
mais sábios
um pedido nasce todo dia
uma prece, um desconcerto, uma tentativa
de que alguém em algum lugar
se torne melhor a cada dia
que o sentido seja em direção à vida
e não contra
que a morte seja prêmio merecido de uma trajetória cheia de vida
e não uma condenação imprescindível
um desastre
uns dias
noites frias pós manhãs quentes
nunca mais seremos os mesmos
apenas somamos novos conhecimentos
adicionamos pessoas
excluímos aos poucos o que pouco importa
e nos tornamos diferentes
aceitamos condições
damos um basta no que nos oprimia
erramos e nos tornamos mais perfeitos
mais sábios
um pedido nasce todo dia
uma prece, um desconcerto, uma tentativa
de que alguém em algum lugar
se torne melhor a cada dia
que o sentido seja em direção à vida
e não contra
que a morte seja prêmio merecido de uma trajetória cheia de vida
e não uma condenação imprescindível
sábado, 6 de junho de 2009
Lapsos
Quando te ouço cantar
Não só ouço como vejo
Escuto, vejo, sinto e reflito
Quando vejo alguém cantar
Reflito por que fala
Se palavras e erros
Se sentimentos guardados
Como sempre
Somos iguais
Se expressas com tua voz
Expões nua para mim
Procuro no teu cantar
Um consolo para meu fim
Se elegantemente falas
Com notas combinadas
Escuto sonoramente
Cada palavra soada
Em melodias reveladoras
Quando te ouço cantar
Sinto o teu cheiro
Reparo que estás bonita
Com unhas e cabelos novos
Mas cante para mim
Para que eu perceba
Fale melodicamente
Para que eu entenda
Expresses música
Que eu te decifro
Não só ouço como vejo
Escuto, vejo, sinto e reflito
Quando vejo alguém cantar
Reflito por que fala
Se palavras e erros
Se sentimentos guardados
Como sempre
Somos iguais
Se expressas com tua voz
Expões nua para mim
Procuro no teu cantar
Um consolo para meu fim
Se elegantemente falas
Com notas combinadas
Escuto sonoramente
Cada palavra soada
Em melodias reveladoras
Quando te ouço cantar
Sinto o teu cheiro
Reparo que estás bonita
Com unhas e cabelos novos
Mas cante para mim
Para que eu perceba
Fale melodicamente
Para que eu entenda
Expresses música
Que eu te decifro
Construção do universo romântico ou ode ao vinho
A primeira descrição do que seria para mim um romance, paixão ou amor ardente foi quando li ainda criança, Cântico dos Cânticos, supostamente escrito pelo rei Salomão em meados de 500 aC. Não estou seguro, mas acredito que só compreendi bem o que lia posteriormente, com a vinda do senso crítico adolescente. Algumas metáforas não faziam sentido. Palavras pareciam deslocadas naquela página de papel de seda típico das Bíblias João Ferreira de Almeida. Li, reli, várias vezes;“Teus lábios, minha noiva, destilam néctar”“Tuas carícias são mais deliciosas que o vinho”Lábios, noiva, néctar, carícia, deliciosa, destilam, vinho...essas palavras entrariam definitivamente em minha história, a partir de minha infância e metamorfosearam-se com o tempo, porém, nunca saíram do meu universo romântico.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
quinta-feira, 4 de junho de 2009
equipou a bicicleta naquela manhã com todos os acessórios comprados na tarde anterior
limpou o banco com uma velha toalha que permanecia ali por anos
testou os freios e calibrou os pneus com dificuldades usando a bomba de encher bola
era uma bicicleta velha, claro, mas daria a ele a capacidade de transposição
com ela podia ir além, sentiria o cheiro da manhã do outro lado da cidade
o vento na face, o sol na pele, alta velocidade, sorriso aberto, ladeira abaixo
deixou que o acaso guiasse a bicicleta e pedalava incessantemente
subidas, descidas, bosques, pastos, jardins, ruas estreitas, frias, arejadas...
não há medo, não existia medo, ali não existe tempo, não havia ansiedade
o sonho era ali... e os pedais giravam com mais e mais velocidade
e a distância aumentava, as pernas se tornavam mais fortes
e a vontade de ir além era cada vez mais maior
avançava, fluía, deslizava
como o caminho do rio, como a vibração harmônica de um acorde em sétima maior
como se levantar, vestir a roupa de domingo e seguir para liturgia
seguia como os pássaros em bando, retornando ao final da tarde
o sonho estava ali... e os dedos lançavam mão dos freios
uma alma intensa, sabia exatamente como se chegava ao caminho da paz e do contentamento
limpou o banco com uma velha toalha que permanecia ali por anos
testou os freios e calibrou os pneus com dificuldades usando a bomba de encher bola
era uma bicicleta velha, claro, mas daria a ele a capacidade de transposição
com ela podia ir além, sentiria o cheiro da manhã do outro lado da cidade
o vento na face, o sol na pele, alta velocidade, sorriso aberto, ladeira abaixo
deixou que o acaso guiasse a bicicleta e pedalava incessantemente
subidas, descidas, bosques, pastos, jardins, ruas estreitas, frias, arejadas...
não há medo, não existia medo, ali não existe tempo, não havia ansiedade
o sonho era ali... e os pedais giravam com mais e mais velocidade
e a distância aumentava, as pernas se tornavam mais fortes
e a vontade de ir além era cada vez mais maior
avançava, fluía, deslizava
como o caminho do rio, como a vibração harmônica de um acorde em sétima maior
como se levantar, vestir a roupa de domingo e seguir para liturgia
seguia como os pássaros em bando, retornando ao final da tarde
o sonho estava ali... e os dedos lançavam mão dos freios
uma alma intensa, sabia exatamente como se chegava ao caminho da paz e do contentamento
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