sábado, 6 de junho de 2009
Construção do universo romântico ou ode ao vinho
A primeira descrição do que seria para mim um romance, paixão ou amor ardente foi quando li ainda criança, Cântico dos Cânticos, supostamente escrito pelo rei Salomão em meados de 500 aC. Não estou seguro, mas acredito que só compreendi bem o que lia posteriormente, com a vinda do senso crítico adolescente. Algumas metáforas não faziam sentido. Palavras pareciam deslocadas naquela página de papel de seda típico das Bíblias João Ferreira de Almeida. Li, reli, várias vezes;“Teus lábios, minha noiva, destilam néctar”“Tuas carícias são mais deliciosas que o vinho”Lábios, noiva, néctar, carícia, deliciosa, destilam, vinho...essas palavras entrariam definitivamente em minha história, a partir de minha infância e metamorfosearam-se com o tempo, porém, nunca saíram do meu universo romântico.
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