segunda-feira, 8 de março de 2010

Carta a Baudelaire nº 3

Sobre a nossa tendência natural devo dizer que amedronta. Confirmo o que disse sobre a natureza; “apenas a voz do nosso interesse”. Inegavelmente se agirmos pela natureza, os resultados serão aterrorizantes. E por isso me apego a essa busca incessante pelo belo e pelo nobre, que é fruto de razão e do cálculo. Aprende-se a matar ou a roubar facilmente, não sendo necessário esforço além do que a vida em comum entre as pessoas. No caso das virtudes, é necessário buscar o sobrenatural, como em todas as épocas deuses, profetas e sacerdotes para ensinar a humanidade animalizada. O mal é praticado sem esforço, naturalmente. Com tudo isso que você expôs, sinto confortável em prosseguir com minha conduta de defesa ao homem nobre, que julgo de espírito elevado. E também exibo minha aversão à realidade. Considero-me um rebelde.

Um comentário:

  1. Subverter é o caminho? Há caminho? Há liberdade? É possível resistir? Caminhamos até aquí e veja onde chegamos? Talvez, lampejos de reconciliação entre homem natureza humana seja o início.....

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